Como eles se tornaram multimilionários - Conheça a classe dominante global recortes do artigo de James Petras, no Resistir.info.
"O aumento de multimilionários dificilmente representará uma "prosperidade geral" como afirmam os editores da revista Forbes. De facto é o produto da apropriação ilegal de lucrativos recursos públicos, construídos com o trabalho e a luta de milhões de trabalhadores, na Rússia e na China, sob o comunismo, e na América Latina durante governos populista-nacionalistas e democrático-socialistas. Muitos multimilionários têm herdado
a riqueza e utilizado a suas relações políticas para expandir e estender os seus impérios, o que na realidade terá pouco a ver com "habilidades empresariais"."
"Entre o grupo de multimilionários mais recentes, mais jovens e que cresceram mais rapidamente, destaca-se a oligarquia russa pelos seus começos mais predatórios. Mais de dois terços (67%) dos actuais oligarcas russos multimilionários iniciaram a sua concentração de riqueza quando ainda não tinham trinta anos de idade. Durante a infame década dos anos noventa, sob o quase ditatorial governo de Boris Yeltsin e dos seus conselheiros económicos dirigidos pelos EUA, Anatoly Chubais e Yegor Gaidar, toda a economia russa foi posta à venda por um "preço político" muito abaixo do seu valor real. As transferências de propriedade, sem excepção, foram conseguidas através de tácticas mafiosas, de assassinatos, de roubos generalizados, de apropriação dos recursos do estado, e das actividades ilícitas de manipulação de acções e aquisições de empresas. Os futuros multimilionários saquearam o estado russo um valor de mais de um milhão de milhões (trillion) de dólares em fábricas, transportes, petróleo, gás, aço, carvão e outros recursos pertencentes ao estado. "
"A revista Forbes publica anualmente uma lista dos indivíduos e das famílias mais ricas do mundo. O mais interessante nas famosas notas bibliográficas da revista Forbes sobre os oligarcas russos é a constante referencia à sua fonte de riqueza como tendo sido conseguida "graças ao seu esforço pessoal" (self-made), como se roubar a propriedade do estado, criada e defendida por mais de setenta anos com o sangue e o suor do povo russo, fosse o conhecimento e a habilidade para o negócio de uns quantos bandidos de vinte e poucos anos de idade."
"A principal causa da pobreza na América Latina são as próprias condições que facilitaram o crescimento dos multimilionários. No México, a privatização do sector das telecomunicações a preços baixíssimos, resultou em quadruplicar a riqueza de Carlos Slim Helu, o terceiro homem mais rico do mundo (só atrás de Bill Gates e de Warren Buffet) com um património líquido de 49 mil milhões de dólares. Dois multimilionários mexicanos da mesma categori
a, Alfredo Harp Helu e Roberto Hernandez Ramirez, beneficiaram da privatização dos bancos e da sua subsequente desnacionalização ao vender o Banamex ao Citicorp."
"A privatização, a desregulação financeira e a desnacionalização foram os princípios operativos chave da política económica externa norte-americana implementada na América Latina pelos FMI e Banco Mundial. Estes princípios determinaram as condições fundamentais de negociação dos créditos e das renegociações de dívidas para os países da América Latina."
"O Brasil tem o maior número de multimilionários (20) dos países da América Latina com uma riqueza líquida 46,2 mil milhões de dólares, que é superior à actual riqueza dos 80 milhões dos empobrecidos brasileiros urbanos e camponeses. Cerca de 40% dos brasileiros multimilionários começaram com grandes fortunas às quais foram acrescentando mais valor por meio de aquisições e fusões. Os chamados multimilionários "feitos por si próprios" beneficiaram das lucrativas privatizações do sector financeiro (a família Safra com 8,9 mil milhões de dólares) e de complexos do ferro e do aço."
a riqueza e utilizado a suas relações políticas para expandir e estender os seus impérios, o que na realidade terá pouco a ver com "habilidades empresariais"."
"Entre o grupo de multimilionários mais recentes, mais jovens e que cresceram mais rapidamente, destaca-se a oligarquia russa pelos seus começos mais predatórios. Mais de dois terços (67%) dos actuais oligarcas russos multimilionários iniciaram a sua concentração de riqueza quando ainda não tinham trinta anos de idade. Durante a infame década dos anos noventa, sob o quase ditatorial governo de Boris Yeltsin e dos seus conselheiros económicos dirigidos pelos EUA, Anatoly Chubais e Yegor Gaidar, toda a economia russa foi posta à venda por um "preço político" muito abaixo do seu valor real. As transferências de propriedade, sem excepção, foram conseguidas através de tácticas mafiosas, de assassinatos, de roubos generalizados, de apropriação dos recursos do estado, e das actividades ilícitas de manipulação de acções e aquisições de empresas. Os futuros multimilionários saquearam o estado russo um valor de mais de um milhão de milhões (trillion) de dólares em fábricas, transportes, petróleo, gás, aço, carvão e outros recursos pertencentes ao estado. "
a, Alfredo Harp Helu e Roberto Hernandez Ramirez, beneficiaram da privatização dos bancos e da sua subsequente desnacionalização ao vender o Banamex ao Citicorp."
"A privatização, a desregulação financeira e a desnacionalização foram os princípios operativos chave da política económica externa norte-americana implementada na América Latina pelos FMI e Banco Mundial. Estes princípios determinaram as condições fundamentais de negociação dos créditos e das renegociações de dívidas para os países da América Latina."
"O Brasil tem o maior número de multimilionários (20) dos países da América Latina com uma riqueza líquida 46,2 mil milhões de dólares, que é superior à actual riqueza dos 80 milhões dos empobrecidos brasileiros urbanos e camponeses. Cerca de 40% dos brasileiros multimilionários começaram com grandes fortunas às quais foram acrescentando mais valor por meio de aquisições e fusões. Os chamados multimilionários "feitos por si próprios" beneficiaram das lucrativas privatizações do sector financeiro (a família Safra com 8,9 mil milhões de dólares) e de complexos do ferro e do aço."
"Os países de "multimilionários emergentes" produzem uma pobreza crescente, reduzindo os níveis de vida das populações. Criar multimilionários significa desmontar a sociedade civil, isto é, enfraquecer progressivamente a solidariedade social, a protecção social, a legislação social protectora, as reformas, as férias, os programas de saúde pública e educacionais."
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